terça-feira, 17 de novembro de 2009

preciso de mais tempo?

se precisar for o mesmo que o dicionário escreveu para representar um transitivo direto - realçar os contornos de uma composição -, eu preciso de mais tempo!

rascunho

estive pensando...
reli alguns livros...
escrevi algumas linhas sem sentido.
parei.
analisei tudo mais uma vez e realmente eles tinham razão ao dizer que existe a tal da inspiração. e ela vem só quando quer!
aparece na espreita, toda tímida, cheia de manchinhas vermelhas pelo rosto - como na timidez da primeira vez... -. chega toda ela. cheia de graças. tentando fugir pelas frestas! tenho que agarrá-la pelos pés! quase que foge...
agora fugiu.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Telles

Lygia parece estar aqui, sentada ao meu lado esquerdo – lado do coração -, contando prosas, falando histórias, narrando vidas, querendo futuros. Ela está aqui e trouxe cartas de Drummond para eu ler. Que prazer. Que alegria!

Lygia veio para dizer bonito sobre mulheres e escrever tinindo de buniteza sobre amores. Sofridos. Mas amores. Dores. Cores de ruas limpas na beleza de uma memória de menina moça agora mulher. E que mulher de orgulho para muitos e ideal para mim. Que escrita! Que sonho!

Então Lygia decide que não vai embora. Ficará aqui, segurando em minhas mãos para mostrar que posso fazer assim, simples como venho fazendo, e ser assim, universal como ela sempre foi.


Dúvidas? Somente quando vou pintar os cabelos e não sei bem a cor... levanto com ela a bandeira da modernização burguesa, esta de duvidosas cores como o cabelo. A dela, vermelha e verde. A minha? Talvez assim, branca como a paz e leve como palavras bem colocadas.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Geovânia é um país?

Acabei de conversar com ela. Não foi assim, pessoalmente, mas nossas mentes saudosas permitem que imaginemos coisas nunca antes imaginadas.
Pensei que estava cheia de casacos e andando pelas ruas lindas e nostálgicas de Dublin com ela.
Ela, toda cheia de graça, com as sobrancelhas mais lindas do mundo, com os pézinho congelados do frio repentino que vem e vai, vem e vai... A pele chama atenção por onde passa. Ela é "brilhante", ele já disse. Está com aquele casaco verde e lindo que comprou antes de embarcar para o sonho!
Eu, com um mantor vermelho. Nós com boinas nas cabeças que pensam, pensam, pensam...
E assim, deste jeitinho, vamos andando e falando dos nadas que parecem histórias em quadrinho de ação. Parece que vamos resolver todos os problemas do mundo! É tudo tão fácil... Ela faz que a vida seja assim, levada na flauta. Seus conhecimentos e suas percepções são capazes de tirar de mim a tristeza que as vezes chega com o vento.
Ela é minha amiga sincera. Eu sou sua fã primeira.
Ela é a coragem. Eu sou o começo.
O mapa indica que a distãncia é longa... Minha mente teima em pensar o contrário!
Assim vamos, ela lá eu cá, passando por bem novas experiências e descobrindo os velhos olhos negros quase azúis soltos pelo mundo.
Eu te amo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Senzala

Não tão triste como aquela tão conhecida dos versos daquele mais conhecido ainda...

Mas Andorinha sozinha sorri pelos cantos!

Andorinha!!!

Grita nas rodas de prosa e exala perfume de sabonete pela noite...

Andorinha, Andorinha...

Conta contos que jamais imaginasse qualquer alma. Alma que sabe imaginar.

- Sou filha da luz, amiga do tempo e “cumade” do lar! Cuido dos barrigudinhos e aparo o bigode de Márcio.

Andorinha...

Tão contente com seu contentar vou-me embora.

Não para Pasárgada (não gosto de reis e riquezas!), mas para a senzala, onde os negros brotam até das pedras e os olhares malandros varam até paredes... Ai que delícia!


Minha primeira premiada poesia!

(4º lugar no Concurso de Poesias de Itatiba)

Eu já tenho fãs!

Pois é!
Eles brotam de algum lugar e o lugar de onde os meus vieram é um pouco previsível.
Acordei cedo para queimar as calorias da loucura de ontem.
Agora degusto uma maçã.
No primeiro telefonema do dia uma tia querida. Ela vinha só trazer a notícia de que estava me lendo.
Soou estranho quando ela releu, com voz ainda amassada da noite, uma frase da poesia que ganhou algum destaque.
"Mas Andorinha sozinha sorri pelos cantos!"
Soou tão estranho que no momento pensei "isto é meu", mas ao mesmo tempo me assustei pq parece que me surpreendi.
Desde o resultado do concurso nunca mais a havia lido. Milhões de minutos após, procurei nos arquivos e senti até o cheiro do momento em que brotou das mãos as palavras.
Interessante, no mínimo!

domingo, 1 de novembro de 2009

Uma comédia romântica!

Visitei uma cadeira de cinema na semana passada com certo julgamentos que garantiam a mim um estatus de preconceitos criados pela estirpe do filme.
Enfim... Mais uma comédia romântica que confere ao público masculino confiança perante o tal universo feminino tão em voga pelas páginas de milhões de revistas especializadas no assunto. Até aí alguma novidade? Nenhuma. Todas trazem dicas de produtos de beleza que prometem o impossível, esbanjam corpos perfeitos sem dobrinhas nas costas! Ai que tristeza...
Bom, mas também precisam atender uma faceta do mercado consumidor que, mais uma vez, se deixa levar. Por inúmeros fatores, por nada demais ou por uma simples promessa.
Mas julgamentos aqui não! Respeito suas opiniões, fique tranquilo!
A questão é que o filme, de nome "Verdade nua e crua", lançado tempinho atrás, não discute nada, não tenta te convencer de mais nada ainda. Somente interpreta seu título do começo ao fim. Mais ou menos... ele também se converte para finais melodramáticos de um casal que descobriu a paixão.
O interessante não está nestas banalidades. Os homens da sala grande, confortável e escura, foram ao êxtase no começo e lamberam o chão nos finalmentes.
É assim mesmo a vida, né? Julgamentos de filmes comédias românticas? É... Interessante!